27 de set de 2010

Nina e seu duelo com o sono

Eu fico super feliz quando a Nina mama e fica satisfeita. Aquela  mamada que desce redondo e a deixa calminha, sabe? Porque amamentar não é fácil (estou me devendo um post sobre isso!), e às vezes ela termina a refeição chatinha de tudo.

Sei que ela está mais do que alimentada quando acabamos e ela sente soninho, igualzinho a gente, quando come muito e bem, e tem aquela preguiça de voltar a trabalhar. No caso dela, é preguiça de arrotar. Ela tem que ficar sentada para não regurgitar, mas é difícil. Começa uma verdadeira guerra contra o sono, os olhos degladiando com a vontade de dormir... uma verdadeira fofura!

A gente gosta tanto desse momento que não resistiu e registrou os olhinhos dela... (ao som da majestosa Cassandra Wilson!).

24 de set de 2010

Um mês de Nina!!!

Ontem, quinta-feira, dia 23, a Nina completou um mês! E como tem sido desde agosto, ela nos ensinou mais uma preciosa lição: a vida não é mais 'programável' como antes...

Tive que levá-la à pediatra num horário de encaixe, mas sair de casa com pressa já não é mais como antes. “Sair correndo” com bebê não é a mesma coisa que colocar óculos escuros e fechar a porta. A logística é totalmente outra! Então, não adianta ter pressa.

Também combinamos de ir comer comida japonesa no jantar, para comemorar o primeiro mês de vida dela. Como foi um dia de muito chorinho, com direito a um banho turbulento (ela chorou muito mesmo, tadinha!), resolvemos desmarcar, porque à noite finalmente ela sossegou e pegou no sono. Eu é que não ia acordá-la para sair de casa, né? Então, não adianta querer marcar ou combinar coisas “com certeza”.

A gente fica tão perdido no tempo e no espaço que este post de aniversário era para ter sido escrito ontem, mas não tive tempo... (risos). Mas, o mais doido de tudo isso é que a gente não liga, e fica cada vez mais apaixonado por essa menina linda...

21 de set de 2010

Tênis ou frescobol?

Eu acho muito legal ler blogs de outras mães pra ver que muitas das coisas que estou passando são comuns a novatas como eu - a experiência conforta e dá forças. Por isso escolhi deixar dicas de alguns blogs ali na lateral. E o post de um deles, (o Blog Mamíferas - muito bom por sinal, de três coleguinhas jornalistas - uma indicação da fofíssima Vi Bergamaschi, mãe do André) me chamou muito a atenção.

O post Pais-Arco e Filhos-Flexa, da Tata, cita o poema de Khalil Gibran sobre a metáfora de que pais (arcos) soltam seus filhos (flechas) no mundo, e a partir dali não têm mais como determinar a trajetória que os rebentos farão de suas vidas. É um texto com um olhar muito delicado sobre a vida e o amor entre pais e filhos. Assim que o li me lembrei de um outro, do qual gosto muito, sobre relacionamentos. Chama-se Tênis x Frescobol, do mineiro Rubem Alves*.  Na crônica "esportiva", Alves compara um relacionamento ao tênis (quando as pessoas jogam contra si e há de ter um vencedor) e uma partida de frescobol ("para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca").

Seja entre amantes (ou pais e filhos), acredito que o melhor é jogar uma partidinha de frescobol, onde o companheirismo e a parceria dão o tom. É esse esporte que eu e o André praticamos em casa e que pretendo ter com a Nina (embora já esteja me preparando para errar muito, mesmo quando tente ao máximo acertar). No frescobol, a brincadeira tem graça quando os jogadores se esforçam para que a bolinha não caia. De nada adianta uma cortada no outro: é uma troca. Com essa tática, de respeito e companheirismo, espero que a trajetória da minha filha-fecha seja, acima de tudo, muito feliz.

Nina prontinha para jogar uma partida de frescobol com a mamãe!

*Teólogo e filósofo, Rubem Alves é autor de um dos livros que marcaram a minha infância, lido na 5a. série (A Menina e o Pássaro Encantado).

18 de set de 2010

ic, ic, ic, ic, ic...

Quando a Nina nasceu eu me sentia bastante aflita com os "sustos" que ela sentia. Principalmente na maternidade, ela dava aqueles pulinhos, como quando a gente está sonhando que está caindo (já aconteceu isso com você?). Pois eu assustava junto com ela, ficava toda preocupada. A mesma coisa com a respiração acelerada e os muuuitos soluços, várias vezes ao dia. Mas a pediatra garantiu que todos esses "sintomas" são normais em recém-nascidos.

Depois de nove meses, é comum que bebês se sintam fragilizados fora da barriga, daí os sustinhos. Por isso é legal mantê-los perto do nosso corpo, para que percebam o nosso calor - o famoso aconchego do colinho. A respiração mais rápida também é característica da idade, quanto mais novinho, mais acelerada. Se o bebê não tem nenhum problema cardíaco, vai ganhando um ritmo mais lento com o passar do tempo (nos ultrassons, os batimentos do neném são muito mais rápidos que os da mãe).

Já os soluços aparecem por causa do sistema nervoso imaturo, que muitas vezes não controla o diafragma. A gente fica aflita, mas o bebê mesmo não está sofrendo - olha só a Nina, não tá nem aí soluçando...



17 de set de 2010

Cólica, a vilã de um soninho feliz

Essa noite a Nina resmungou o tempo todo. Ela mamou, demos complemento pra que ela não ficasse com fome, mas não teve jeito. Ficou se contorcendo e choramingando, e isso corta o coração e até irrita um pouco - confesso, estou sofrendo muuuuito com as noites mal dormidas, quem me conhece sabe o quanto o sono é essencial para mim.

O probleminha da Nina (e da grande maioria dos bebês) é a cólica que ela sente e a incomoda. Segundo a pediatra, não é o fim do mundo, e ela não é a primeira nem será a última a nascer sentindo isso. Quer dizer, não sei, com os avanços da genética, vai que inventam bebês que não vão sentir cólicas, né? (hum, tive outra ideia boa, quem sabe inventam os que dormem 9 horas por noite...)

O que estamos fazendo para ajudá-la é dar gotinhas de Mylicon e trocar o complemento da mamada (ao invés de Nan, começamos com Enfamil), tudo conforme o encaminhamento médico.  Também estamos usando a bolsinha de camomila da Natural Wonder que a tia Marcela Zóia, mãe do gatíssimo Mauricinho, deu de presente. É natural, sem contraindicações e simples de usar (depois de aquecer 30 segundinhos no micro, é só colocar sobre a barriguinha do bebê). Além do quentinho ajudar a amenizar a dor na barriga, exala um cheirinho que acalma. Se não a Nina, a mãe dela, que normalmente chega a dormir de babar quando usa o pacotinho mágico.

O bom mesmo é que na consulta de hoje vimos que a Nina finalmente conseguiu ganhar peso! Agora está com 3,2 kg. Que bom, as noites em claro estão valendo a pena!

14 de set de 2010

A saga das lembrancinhas e a placa de maternidade

Eu adoro fazer trabalhos manuais. Desde pequena, gosto de pintar, customizar, essas coisas. Quando morei em Bauru, fiz um curso de pátina e aí aprimorei meu hobby, passando a pintar móveis. E quando fui ver as opções de lembrancinhas e placa para a porta da maternidade, fiquei um pouco desanimada.

Primeiro, porque há muitas opções feias de lembrancinha. E não é questão de estilo, é coisa mal feita mesmo, sem acabamento decente. Também tem muita coisa igual - na feira de bebê e gestante, vi a mesma coisa em muuuitos estandes. E quando a coisa é legal e bem feita, em geral é cara. Imagine, uma lembrancinha que custe R$ 8 não parece cara, mas é, se você pensar que vai comprar pelo menos umas 100!!!

Sobre a plaquinha da porta, há modelos belíssimos, mas também caros, ou coisas de gosto duvidoso - pelo menos para o meu gosto! É que no fundo eu queria algo que fosse bacana, mas acima de tudo delicado e simples.

Foi quando resolvi arregaçar as mangas e fazer as lembrancinhas e a placa. Resumindo a história, fui na 25 de Março e comprei os adereços. Um ursinho que é pingente, sacos, pacotinho, fita de cetim para o lacinho. Quando entrei em afastamento por causa do inchaço, montei tudo. E as sacolinhas ainda ganharam um toque especial com a etiqueta que a designer e amiga Karina  Nishioka fez pra mim! Eu amei!!!!


ursinhos-pingentes para celular, bolsa ou qualquer outro lugar!

ursinho já embalado, com o detalhe da etiqueta personalizada! (Obrigada, Karina!!!)
Já a plaquinha, fiz meio em cima da hora, e com a dica de uma grávida que conheci na recepção do ambulatório: montei com peças para scrapbook. Pra dar um toque especial, coloquei o mesmo ursinho que virou lembrancinha sentadinho do lado direito. Quer ver? Pois ela é a placa que fica no topo deste blog, com o nome da Nina em roxo!! E no fim foi assim, com um pouco de tempo e criatividade, consegui fazer itens "exclusivos" e que ainda tiveram o toque especial do meu trabalho...


12 de set de 2010

Folga de domingo

Só quem faz (ou já fez) plantões aos fins de semana sabe quanto vale um sábado ou domingo (ou os dois!) de folga. Além de descansar, é um dia pra gente espairecer, ver a rua sem o movimento frenético dos carros, respirar um ar diferente.

Como o pai da Nina vive na correria aos fins de semana com as matérias de jogos do SporTV, um dominguinho em casa é motivo de festa!

Foi assim neste dia 12. Ficamos juntos o dia todo, só nos curtindo... ninguém ligou para visitar a neném (acho que todo mundo pensa que vai atrapalhar e no fim ninguém liga!) e tivemos uma tarde calma, com direito a uma nova experiência da Nina. Ela ficou um pouco no tapetinho lúdico que ganhou da tia Michelle. Ele é todo colorido, tem bichinhos pendurados e faz barulhos. Ela ainda é muito pequena (amanhã completa 21 dias), mas já se mostrou atenciosa com alguns sons e parece ter gostado da experiência.


Nina brincando com o tapete colorido!

Pra não dar muito trabalho, comemos uma massa que fiz com molho de espinafre, tudo rapidinho, mas muito saboroso. E assim foi o domingão de folga: em família!

9 de set de 2010

O primeiro banho a gente nunca esquece

Uma das maiores dificuldades para pais de primeira viagem é a hora do bebê tomar banho. Isso porque ele é um serzinho tãããão pequeno que é praticamente impossível não ter medo de machucá-lo. E o medo de deixar cair, então? É muito complicado.

Na maternidade, a enfermeira dá uma aula básica de como deve ser o banho, mas é tão rápido que fica difícil assimilar todas as dicas. Na hora que a gente vai fazer em casa, descobre que só mesmo a prática dela pra deixar esse momento tão complexo parecer tão simples.

Pela minha breve experiência, eu estou mais apostando em "jeito" - ou na falta dele! Não existe uma fórmula exata do banho, mas dicas que vão torná-lo seguro (isso é importante) e um jeitinho seu, que vai torná-lo mais prático (eu diria, em alguns casos, que vai torná-lo possível, porque nos dias em que a neném está agitada, é uma verdadeira batalha). E assim, vamos aprendendo mais um "step" da cartilha do que é ser mãe!

Curtindo o primeiro banho, na Pro Matre

cada mergulho é um flash!

Todo mundo fala que é assim: com o primeiro filho, a gente compra tudo novo, faz o quartinho, compra roupinhas novas, faz álbum, blog, enfim... vive cada momento da gravidez como se fosse único. E isso inclui ficar tirando fotos de cada roupinha nova que o neném veste ou cada carinha que ele faz.

Eu acho que essa atenção especial deve sim ser dada para todos os filhos, independentemente de qual gestação é, mas a gente sabe que as coisas vão ficando mais "normais" com a experiência. E aí os filhos mais novos vão se adaptando à "falta de ansiedade" dos pais - meu irmão mais novo que o diga, o terceiro da lista, que, segundo descobrimos com as roupas que minha mãe trouxe pra Nina, muitas vezes ficava com o que meu irmão mais velho e eu já tínhamos usado.  

O fato é que a Nina é nossa primeira filha e estamos sim na fase de tirar fotos por "qualquer" bobagem. Isso se você considerar que uma carinha dessas aí é 'qualquer' coisa... 

Detalhe para as mãozinhas... um charme!

1 de set de 2010

"é para o seu bem"

Quando eu era mais nova, detestava quando minha mãe falava isso para mim, fosse para o que fosse. Isso, até eu ser mãe. Agora, me pego várias vezes falando "filha, isso é para o seu bem", "nina, calma, isso vai te fazer bem"... Pode ser para conter o chorinho da pequena enquanto eu troco a fralda dela, ou quando tenho que acordá-la porque está no horário da mamada.

Mas, uma das horas em que mais recito esse 'mantra materno' é na hora de dar a vitamina. A pediatra receitou 12 gotinhas de Protovit por dia, que podem ser dadas fracionadas, para ajudar a Nina a ganhar um pouco mais de peso.

Mas, não tem jeito, por mais que seja por uma boa causa, o gosto do remédio é bem pouco atraente, ainda mais para um paladar tão fresquinho quanto a de uma bebê. Resultado: a mãe com o coração morrendo de dó na hora de fazê-la tomar a mmedicação e a Nina de cara feia. "Calma, filha, é para o seu bem"...

credo, que gosto ruim essa vitamina!
 

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